Roda do Ano Celta

Tempo estimado de leitura: 3 mins

Antes de tudo devemos entender que a Roda do ano é uma forma de calendário agrícola da época, onde os Celtas para saber quando plantar e colher usavam deste calendário para se guiar, mas não era somente a passagem do tempo, existe uma magia, uma sagrado neste calendário, onde cada passagem do tempo traz uma simbologia, uma lenda, uma forma de viver cada ciclo, entendendo que a terra é a Deusa Mãe e nós viemos dela tanto quanto as plantas, em nós também existe este ciclo e entender como ele funciona te ajudará a perceber e entender melhor cada ciclo vivido no ano.

A Roda do ano Celta é dividida em 8 períodos sendo 4 sabás 2 solstícios e 2 equinócios.

O Ano novo Celta começa pelo Sabá Samhain que é comemorada no dia 1º de maio.

O Samhain é a preparação para o inverno. Tempo de reclusão para meditar e refletir sobre o ciclo da vida. É chegada a hora de reverenciar e homenagear nossos ancestrais e os espíritos que auxiliam nossa caminhada. Neste sabá o véu entre os mundos se torna mais tênue, o que facilita a comunicação com outras dimensões. É um período muito propício para a realização de consultas oraculares, tais como tarô, runas. A Deusa mostra toda a sua sabedoria como anciã neste sabá.

Seguindo do Yule que é o solstício de inverno comemorado por volta do dia 21 de junho. O Yule é a comemoração do parto do Deus, do renascimento do Sol que começa sua ascensão. O solstício de inverno é a noite mais longa do ano. Após esse sabá as noites se tornam mais curtas e os dias cada vez mais longos. O renascimento do Deus representa a luz, a esperança renovada, o retorno da vida, o fruto do amor do Deus e da Deusa. O Yule é o início da fase do Deus.

Depois vem o Imbolc que comemoramos no dia 1º de agosto. É a celebração do despertar da terra, do seu aquecimento, da preparação da terra para o plantio. O inverno já está na metade e começa a dar lugar à renovação da terra. O crescimento do Sol anuncia a chegada da primavera. O Imbolc é considerado um momento de renovação, quando nos afastamos do antigo para dar lugar a novos começos e crescimento. Este sabá é representado pelo Deus ainda criança.

Então chegamos ao Ostara este é o equinócio de primavera que se comemora por volta do dia 23 de setembro. No equinócio o dia e a noite tem a mesma duração. Ostara é o momento do renascimento e desabrochar, quando Sol está mais forte e a terra começa a florescer. É o ápice da fertilidade e o despertar da terra para uma nova vida. Este é um bom período para iniciar novos projetos, fertilizar novas ideias, renovar os laços de amor, amizade, trabalho, época de plantar novas sementes para colher seus frutos no futuro. Este equinócio simboliza a fertilidade do Deus Jovem.

Seguindo temos o Beltane que comemoramos no dia 31 de outubro. As energias da luz e da vida estão a todo o vapor e a primavera exibe todo o seu esplendor mostrando os primeiros sinais de tudo o que foi fertilizado. No Beltane o Deus e a Deusa já estão maduros e se unem para trazer fertilidade e abundância para a terra, as famílias, o trabalho, etc. Este sabá é o símbolo da união entre masculino e feminino, entre o Céu e a Terra. O Beltane é representado pelo Deus na fase adulta.

A seguir temos Litha que é o solstício de verão e comemoramos por volta do dia 21 de dezembro. Este solstício é o dia mais longo do ano, o momento em que o Sol chega ao seu auge e inicia o seu declínio, pois os dias se tornarão cada vez mais curtos. O Deus adulto torna-se pai dos grãos e traz o calor do verão e a promessa da colheita de tudo que foi semeado na primavera. Este sabá marca o aumento da escuridão e o início da fase da Deusa que atingirá seu auge no Yule. O Litha é o fim do ciclo do Deus que renascerá no próximo Yule.

Chegamos então no Lammas que comemoramos no dia 2 de fevereiro. Lammas marca o início da colheita dos grãos e significa “massa do pão” que representa o alimento. Nesta comemoração eram feitos pães com os grãos recém-colhidos e repartido como alimento sagrado entre a família e os amigos. É o momento de colher o que foi plantado e de agradecer ao Deus e a Deusa por sua generosidade. O Deus adormece, mas antes deixa sua semente no ventre da Deusa Jovem para dar continuidade à vida.

Por fim temos o Mabon que é o equinócio de outono e comemoramos por volta do dia 20 de março. No equinócio o dia e a noite são iguais. O Mabon é a celebração da segunda colheita, a colheita dos frutos. Época de comemorar e agradecer o que está sendo colhido e celebrar a fartura e as conquistas. Neste sabá devemos agradecer também tudo o que passamos em nossas vidas, bom ou ruim, pois faz parte da evolução humana de cada um e tudo o que acontece deve ser levado como aprendizado. Nesta fase a Deusa está madura em seu aspecto de provedora.