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Registro Akáshico

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As evidências de um campo que conservaria e transmitiria informações não são claras; elas precisam ser reconstruídas com referência a evidências mais imediatamente disponíveis. Assim como acontece com outros campos conhecidos da física moderna, como, por exemplo, o campo gravitacional, o campo eletromagnético, os campos quânticos e o campo de Higgs, o campo da in-formação não pode ser visto, ouvido, tocado, saboreado ou cheirado. Entretanto, esse campo produz efeitos, e esses efeitos podem ser percebidos. O mesmo ocorre com relação a todos os campos conhecidos da ciência. Por exemplo, o campo gravitacional ou campo G não pode ser percebido: quando deixamos cair um objeto no chão, vemos o objeto caindo, mas não o campo que o faz cair — vemos o efeito do campo G, mas não o próprio campo G.

Na história da ciência moderna, a ideia segundo a qual coisas e eventos poderiam afetar uns aos outros sem que estejam ligados por algum meio fisicamente real sempre foi rejeitada. Entidades que se comprovou estarem ligadas umas com as outras através do espaço (e talvez também através do tempo) exigiam a presença de um campo físico que intermediasse sua conexão. Michael Faraday, por exemplo, propôs que os fenômenos elétricos e magnéticos estão ligados por um campo elétrico e por um campo magnético e que esses dois campos são, na verdade, um único campo: o campo eletromagnético.

James Clerk Maxwell propôs que o campo eletromagnético não é local, mas universal: ele está presente em toda parte.
Desse modo, o que foi inicialmente considerado como um campo de força local passou mais tarde a ser entendido como um campo universal, presente em todos os pontos do espaço e do tempo.

Nas culturas sânscrita e indiana, Akasha é um meio que abrange tudo, forma a base de todas as coisas e se torna todas as coisas. Ele é um meio real, mas tão sutil que não pode ser percebido até se transformar nas muitas coisas que povoam o mundo manifesto. Nossos sentidos físicos não registram Akasha, mas podemos alcançá-lo por meio da prática espiritual. Os antigos rishis o alcançavam graças a um modo de vida espiritual e disciplinado, e por meio do yoga. Eles descreveram suas experiências e adotaram Akasha como um elemento essencial da filosofia e da mitologia da Índia. No século 20, Akasha foi brilhantemente descrito pelo grande yogue indiano Swami Vivekananda. De acordo com os filósofos da Índia, todo o universo é composto de dois materiais, um dos quais eles chamam de Akasha. Ele é a existência onipresente, que em tudo penetra e tudo permeia. Todas as coisas que têm forma, todas as coisas que resultam de combinação, evoluíram desse Akasha. É o Akasha que se torna o ar, que se torna os líquidos, que se torna os sólidos; é o Akasha que se torna o Sol, a Terra, a Lua, as estrelas, os cometas; é o Akasha que se torna o corpo humano, o corpo animal, as plantas, cada forma que vemos, tudo o que pode ser sentido, tudo o que existe. Ele não pode ser percebido; é tão sutil que está além de toda percepção ordinária; ele só pôde ser visto quando se tornou espesso, quando tomou forma. No princípio da criação, há somente esse Akasha. No final do ciclo, o sólido, os líquidos e os gases fundem-se todos novamente em Akasha, e a criação seguinte procede, de maneira semelhante.

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